28/12/2008

Se eu morrer antes de você...


'Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:

Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.

Se não quiser chorar, não chore.Se não conseguir chorar, não se preocupe.


Se tiver vontade de rir, ria.


Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.


Se me elogiarem demais, corrija o exagero.


Se me criticarem demais, defenda-me.


Se me quiserem fazer um santo, só porque morri,mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.


Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.


Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.


E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:'Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!


Aí, então derrame uma lágrima.Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar.


E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus....


Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.


E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí,sem nenhum véu a separar a gente,vamos viver,em Deus, a amizade que aqui nos preparoupara Ele.


Você acredita nessas coisas?Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo.


Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu...

Ser seu amigo... já é um pedaço dele...



Chico Xavier

25/12/2008


A DATA DO NASCIMENTO DO MENINO JESUS


Hoje, a data aceita mundialmente para as festividades natalina, é 25 de dezembro. Mas nem sempre foi assim.
Nem mesmo os autores dos Evangelhos bíblicos estavam muito certos da data do nascimento de Jesus. Por exemplo, das declarações no Evangelho de São Mateus encontramos escrito que Jesus nasceu nos tempos do Rei Herodes, enquanto no Evangelho de São Lucas consta que Ele nascera quando Cirênio era governador da Síria, ou mais tarde. Estas duas declarações nos oferecem tema para discussão pois o reinado de Herodes terminou em 4 a.C. e as autoridades bíblicas declaram que o governo de Cirênio foi de 4 a.C. a 1 a.C. e, posteriormente, a 6 A.D.. Outro ponto controverso é a diferença em relação às datas em que se teria realizado o recenseamento de população realizado pelo Imperador romano Augusto, cujo ano é comumente aceito como o do nascimento de Jesus.

Além disto, lembramos que o calendário sofreu várias alterações que devem ser computadas como um mês em homenagem a Julio Cézar, Julho, outro em homenagem à Otaviano Augusto, Agosto, e para completar mais três meses antes do primeiro que era Abril.

Visto que os Evangelhos não indicam o exato dia do mês em que Jesus nasceu, os cristãos tiveram que escolher eles mesmos a data mais oportuna para celebrar o seu nascimento. A escolha, feita no século III (se não antes), recaiu sobre o dia 25 de dezembro, já consagrado na vida do Império Romano pela "festividade do Natal do Sol invicto". Com efeito: os cultores do Sol (identificado, em vários lugares, com o Deus Mitra) celebravam naquela data o novo surto do Sol ou o alongamento dos dias após o declínio da luz solar no outono e no início do inverno (europeu). Assim, por exemplo, o Calendário do astrólogo Antíoco rezava no seu original grego: "Mês de dezembro... 25... Natal do Sol: cresce a luz"; o Calendário de Fúrio Filócalo registrava: "25 de dezembro, Natal do Sol Invicto". César Juliano recomendava os jogos que no fim do ano eram celebrados em honra do "Sol invicto". No século V, S. Agostinho explicava o costume já vigente, dizendo: "Festejamos este dia solene, não como os pagãos voltados para este Sol, mas voltados nós para aquele que fez este Sol" (sermão 190, 1 PL 38, 1007).
Desta maneira os cristãos quiseram "cristianizar" um dia festivo do Calendário pagão que apresentava certa afinidade com a celebração do nascimento de Jesus.
Hoje, nós já temos o apoio da Ciência para a confirmação dos dados apresentados. O astrônomo britânico Colin Humprey, professor da Universidade de Cambridge, afirmou em 1991 que a conhecida Estrela de Belém, registrada com absoluta precisão pelos antigos astrônomos chineses, teria sido um cometa. Baseando-se nos seus cálculos, o cometa teria passado pela órbita da Terra 5 anos antes do início da Era Cristã. Apoiando-se nos relatos bíblicos, Humprey concluiu que o nascimento de Jesus ocorreu em abril, provavelmente entre os dias 13 e 27.
Para concluir Joanna de Angelis, espírito, através da mediunidade de Divaldo Franco informa que Jesus nasceu realmente em Abril, nos primeiros dias deste mês.
FONTE: Internet

24/12/2008

Natal de Amor


As incertezas pairavam nos corações e nas mentes ensombradas pelas a amarguras. A dominação arbitrária de Roma esmagava a alama sobranceira de Israel. Noutras vezes, as algemas da escravidão haviam reduzido o seu povo a hilota, na Babilônia, no Egito...Nessa oportunidade , porém, à semelhan ça de outras Nações que jaziam inermes sob o jugo das legiões ferozes, as esperanças de libertação eram remotas. A boca profética estava silenciosa nos penetrais do Infinito, enquanto as tubas guerreiras erguiam a figura de César às culminâncias divinas... A espionagem tornara a vida insuportável, e a tradição cobria-lhe as pegadas ignóbeis. A dor distendia suas redes e reunia as vítimas, que se estorcegavam no desespero. Ao mesmo tempo, lutavam, entre si, sacerdotes e levitas, fariseus, saduceus e publicanos, todos disputando prerrogativas que não mereciam.As intrigas se movimentavam nas altas cortes do Sinédrio, envolvendo Caifás, Anás, Pilatos, que se eengalfinhavam pela governança infeliz a soldo de interesses subalternos. A Judéia era toda um deserto de sentimentos, onde a vaidade e a porpotência, a usurpação e o desmando instalaram suas tendas.

Foi nesse lugar, assinalado pelos azorragues do sofrimento, que nasceu Jesus.Para atender às exigências de César, quanto ao censo, Seus pais se foram de Nazaré...E, eeem uma noite de céu turquesa, salpicando por estrelas luminíferas, visitada por ventos brandos e frios, Ele chegou ao campo de batalha, para assinalar a Era Nova e dividir os fastos da História. Sua noite fez-se o dia de eterna beleza, e o choro, que lhe caracterizou a entrada do ar nos pulmões, tornou-se a música que Ele transformaria nas almas em uma incomparável sinfonia , logo depois.

Nunca mais a humanidade seria a mesma, a partir daquele momento.O mundo de violências e crimes, de guerrase contínuas e agressões conheceu a não-violência e o amor, como nunca antes houvera acontecido. Jesus fez-se o pacificador de todas as vidas.Desceu dos astros para tornar-se a ponte da ligação com Deus.Quantos desejaram a felicidade , a partir daquela ocasião, encontraram-na no Sermão da Montanha, que Ele apresentaria às criaturas, em momento próprio.

Desde ali, todo ano, aqueles que O amam dão-se as mãos e unem os corações para celebrarem o Seu Natal, derramando bençãos em favor dos que sofrem, buscando mudar-lhes as paisagens de aflição, brindando esperança, socorro e paz.

Neste Natal, permite que o amor de Jesus te irrigue o coração e a verta em direção daqueles para os quais Ele veio, os nossos irmãos sofredores da Terra.

Faze mais: deixa-O renascer na tua alma e agasalha-O, para que Ele siga em ti e contigo, por todos os dias da tua vida.


Divaldo Pereira Franco pelo esp.Joanna de Angelis no livro Desperte e Seja Feliz.

21/12/2008

Isto não vai ficar assim!
Refletindo sobre a morte do amigo Renato Sirotsky, filho do seu Semi e sobrinho do seu Maurício, tão moço, tão entusiasmado, tão gremista, tão cheio de planos, tão cheio assim de cuidados com seus filhos, cheguei à conclusão de que sou um reencarnacionista.
Ou seja, a vida só tem uma lógica garantida se não for única, se se constituir meramente em apenas uma etapa, uma passagem, uma estação, a qual sobrevirão outras vidas, outras passagens, outras estações.Fiquei sabendo pelo livro A Nova Ciência e a Fé, recentemente lançado, de autoria do porto-alegrense Mário Costa de Araújo Lima, que os grandes filósofos gregos Platão e Sócrates, duas das inteligências mais luminosas da humanidade, eram reencarnacionistas.
A reencarnação é a idéia segundo a qual os espíritos em seu processo evolutivo vivem muitas vidas, em diferentes corpos, assumindo portanto distintas personalidades.Eu só posso admitir a idéia de um Deus bom, de um Deus justo, de um Deus misericordioso e acima de tudo de suprema lucidez e sabedoria, se concluir que não há uma vida única, que as pessoas que se tornam mártires, que vivem em extremo sofrimento, ou sobre as quais se abateram as injustiças e os tormentos, terão em outra vida recompensas que restituirão à sua vida um plano de justiça e lógica de proporcionalidade.
Como eu escrevi em outras colunas, isto não vai ficar assim.Não pode Deus ter criado ao mesmo tempo uma besta e um filósofo, um rico e um miserável, um cruel e um bondoso, um feio e um bonito, um dotado de raras virtudes, outro pleno de todos os defeitos.
Uma só passagem pela vida, pela efemeridade em que ela consiste, pela incompletude das experiências que se desenrolam para um só indivíduo em particular, pela exigüidade do seu campo de desenvolvimento, será insuficiente para torná-lo apto a ser considerado um ser que tenha absorvido todo o húmus da existência e ter encerrado seu ciclo.
Não me resta dúvida nenhuma de que aqui na Terra estou vivendo apenas uma etapa da minha evolução e que outras missões me serão confiadas em vidas futuras, até que minha formação como espírito ocorra para que eu ganhe talvez para a eternidade um lugar na planície de Deus, quando então me reencontrarei com todos aqueles com quem compartilhei a ocasião maravilhosa da vida.Não há céu nem inferno depois de uma só única vida. O que há é um inferno parcial, do qual o homem escapará por seu mérito, subindo os degraus da justiça através de muitas vidas, no rumo do aperfeiçoamento.
Não há também dúvida de que estamos sendo testados, estão sendo pesadas as nossas boas obras e as nossas maldades, num lento e progressivo andar pela vida, numa sucessão de várias vidas em que o Criador nos dá oportunidade de exercitá-las em situações absolutamente distintas uma das outras, com a finalidade de nos completarmos como seres dignos da criação, agarremo-nos ou não a uma religião ou crença, o que importa é que atinjamos um grau de bondade e dignidade a ponto de que sejamos considerados – e nos consideremos – justos.Não faz sentido que Deus – ou qualquer outra força superior e reguladora que contenha o conteúdo desse nome – nos jogue aqui na Terra e nos faça néscio ou sábio, faminto ou regalado, oprimido ou poderoso, saudável ou doente, desde o nosso nascimento, tornando-nos assim tão facilmente condenados ou premiados.
Nada disso, isso é apenas um dos inumeráveis ciclos de vida a que temos de nos submeter.
Até nossa "formação", muitas e muitas gerações e séculos vão suceder a este átimo de existência que nos cerca.
Não foi só esta vida que nos esperava.
Isto não vai ficar assim.
Seria profundamente injusto.
Paulo Santana - Zero Hora, 02 de novembro de 2008, p. 51, crônica de Paulo Santana
A INTOLERÂNCIA

Quando a aurora da inteligência se espalhar sobre o horizonte do progresso humano
e a ignorância e a superstição tiverem deixado as suas últimas pegadas nas areias do tempo,
será anotado, no último capítulo do livro que registra os crimes dos homens que seu pecado mais grave foi a intolerância.

A intolerância mais cruel nasce dos preconceitos religiosos, raciais e econômicos, e das diferenças de opinião.
Por quanto tempo nós, os pobres mortais, viveremos ainda sem compreender que é loucura procurar destruir uns aos outros, unicamente por diferenças de crenças religiosas e tendências raciais?

Nossa vida na terra é apenas um breve momento.
Como a luz de uma vela, andamos e brilhamos por um instante, e logo em seguida nos extinguimos.
Por que não podemos aprender a viver esse momento de maneira que, ao chegar a caravana da morte, anunciando que a visita está finda, possamos dobrar as nossas tendas e partir para o grande mistério, sem medo e sem temor?

Espero não encontrar judeus nem pagãos, católicos nem protestantes, alemães, ingleses ou franceses, quando atravessar a barreira para o outro lado.
Espero encontrar lá apenas almas irmãs, sem distinção de credo, raça ou cor, quero então ter terminado a luta contra a intolerância, a fim de descansar em paz por toda a eternidade.

E, chegamos a isso através do amor:
"O amor é o único clarão que resplandece na noite escura da vida".
É a estrela matutina e vespertina.
Brilha sobre o berço de um recém-nascido, espalha os seus raios sobre a tranqüilidade de um túmulo.

É o criador da arte, inspirador do poeta, do patriota e do filósofo.
É o ar e a luz de todos os corações, o construtor de todos os lares, é quem ateia a chama da afeição em todos os corações.
Foi o primeiro sonho da imortalidade.

O amor enche o mundo de harmonia, pois a música é a sua voz.
O amor é mágico, é o poder encantado que transforma em alegria coisas sem valor, que faz heróis com argila comum.
É o perfume dessa maravilhosa flor - o coração - e sem essa divina chama, esse sublime enlevo, somos menos do que os irracionais; porém com ela, a terra se torna um céu e nós nos tornamos os deuses."

Cultivemos pois o amor do próximo
e nunca desejemos travar com os nossos irmãos um combate inútil.
O amor faz de cada homem o guarda de seu irmão.




"A vida é uma só", mas infinitas são as oportunidades,
pois somos todos "simples imortais"

14/12/2008

Auto-Encontro

Auto-Encontro

A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.
Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.
A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.
Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.
Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.
Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.
Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.
Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.
Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.
Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.
Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.
Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.
Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.
A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.
Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.
Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânimo, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.
Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.
Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória. Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.
Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

09/12/2008

Refletir nas páginas de nossas vidas...

"JUSTO É QUE SE GASTEM ALGUNS MINUTOS PARA CONQUISTAR UMA FELICIDADE ETERNA"
LEONARDO MACHADO

Dentre todas as modalidades de se fazer arte, inegavelmente viver é a mais bela e mais fascinante. De fato, as inúmeras situações a que somos levados a passar, as mil soluções que encontramos para driblar as dificuldades , bem como para saber caminhar nas facilidades, tornam-nos verdadeiros artistas da vida.Quando, porém, observamos a recomendação do Mestre Jesus - "Eu vim para que leas (as ovelhas, que somos nós)tenham vida e a tenham com abundância" - somos levados,de uma ou de outra maneira, a fazer uma reflexão sobre que tipo de vida estamos levando, qual obra de arte eestamos a desenvolver em nossos dias.Será que temos conseguido construir uma vida de abundante alegria espiritual?
Como seja, o fato é que os dias são páginas que escrevemos no livro de nossa existência. Assim, todos somos escritores, muito embora diferentes, já que também somos o personagem principal de nossas tramas. Neste sentido, é prudente aprendermos com os literatos de ordem convencional para podermos criar epopéias que se tornem um verdadeiro best seller.
Em um processo de criação literária, para se escrever bem, é preciso reler, constantemente o que se cria. Desta forma, consegue-se rever erros em frases e rearrumar o enredo, podendo-se, mesmo, reescrever aqailo que se julgue necessário.
De igual modo, no livro de nossa vida, indispensável é a releeitura diária das ações de nossos dias, que são as palavras que colocamos no papel dos nossos destinos. Diferentemente do escritor convencional, não temos a oportunidade de apagar as sentenças erradas que escrevemos, pois a caneta que utilizamos deixa a sua tinta grafada nos arquivos da consciência.Entretanto, se não podemos modificar o rumo da flecha depois que a atiramos, temos a oportunidade de limpar as feridas que ela causou pelo caminho.
Refletindo, portanto, constantemente, nas páginas de nossas vidas, conseguiremos escrever livros luminosos que poderão ajudar a outros indivíduos, também escritores, no rumo de suas reencarnações, cumprindo, assim, a recomendação do rabi da Galiléia: "Brilhe diante dos homens a vossa luz".
Não foi sem razão, pois, que Santo Agostinho, tecendo comentários a Allan Kardec, em torno do autoconhecimento, informou-lhes que, ao fim do dia, interrogava a própria consciência na busca de saber o que havia feito de certo ou de errado. Sobre isso, eis a exortação de Paulo de tarso: "Examinai-vos a vós mesmos se estais na fé; provai-vos a vós mesmos". "Examinai cada qual as suas obras".
Jovem, nas páginas que escreves em tua mocidade, não te esqueças desta imprescindível auto reflexão. O mundo pode até dizer "quem muito pensa, pouco faz", mas se esquece o mundo que quem muito faz sem refletir, cai mais facilmente em erros.
Não penses, ainda, que o teu livro não é lido ou é ignorado. Sem perceberes, possuis leitores diários assíduos, quer estejam sequiosos de aprendizado, quer estejam à procura da crítica. Mas, em geral, com as nossas atitudes, todos somos lidos rotineiramente.
Assim, se desejamos estar melhores amanhã, escrevendo desfechos de vida felizes, "justo é que se gastem algusn minutos para conquistar uma felicidade eterna".

Publicado na Revista Reformador - Dez/2008 - pags 36/37.

08/12/2008

Construa pontes

Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam. Mas agora tudo havia mudado.
O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.
Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. - Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.
Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.
O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam.
Não havia qualquer cerca!
Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.
Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.
O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".
E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."

E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?

As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso.
Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.
Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres.
Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.
E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.
Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.

Desconheço autor.

03/12/2008

10 Passos para cultivar o amor pleno

1º) Respeitar o valor das diferenças pessoais;
2º) Evitar atitudes de possessividade afetiva;
3º) Admitir que todos eestamos sujeitos ao erro;
4º) Abandonar a idéia de ser compreendido em tudo;
5º) Assumir a responsabilidade pelos atos que praticar;
6º) Não esquecer a prórpia identidade;
7º) Jamais querer mudar as pessoas pelos seus pontos de vista;
8º) Usar sempre a sinceridade como defesa;
9º) Perceber suas limitações para poder compreender a dos outros;
10º) Entender que, em se tratando do amor, todos somos ainda aprendizes.

HAMMED

21/11/2008

A ansiedade

ANSIEDADE
A ansiedade traduz desarmonia interior, insegurança e insatisfação.

É a crença no inconformismo, do qual decorre a incerteza em torno das ocorrências do cotidiano.
O ansioso perturba-se e perturba.
No seu estado de ansiedade, desgasta-se e exaure aqueles que se lhe submetem ou com quem convive.
A ansiedade pode ser considerada como um fenômeno de desequilíbrio emocional.Littré, o eminente pensador positivista, afirmava que a "inquietação, a ansiedade e a angústia são manifestações de um mesmo estado".
Mediante exercício da vontade e recorrendo-se à terapia especializada, a ansiedade se transforma em clima de paciência, aprendendo a aguardar no tempo, na hora e no lugar próprios, o que deve suceder.
Se experimentas contínuos estados de ansiedade, pára a meditar e propõe-te renovação de conceito espiritual.

pelo Espírito Joanna de Ângelis - Médium: Divaldo Pereira Franco - Jornal Espírita Nova Luz Jul/Ago 2001.

14/11/2008

Allan Kardec

Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec)1804-1869


Nascido em Lyon, a 3 de outubro de 1804, de uma família antiga que se distinguiu na magistratura e na advocacia, Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) não seguiu essas carreiras. Desde a primeira juventude, sentiu-se inclinado ao estudo das ciências e da filosofia.

Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais eminentes discípulos desse célebre professor e um dos zelosos propagandistas do seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu sobre a reforma do ensino na França e na Alemanha.

Dotado de notável inteligência e atraído para o ensino, pelo seu caráter e pelas suas aptidões especiais, já aos catorze anos ensinava o que sabia àqueles dos seus condiscípulos que haviam aprendido menos do que ele. Foi nessa escola que lhe desabrocharam as idéias que mais tarde o colocariam na classe dos homens progressistas e dos livre-pensadores.

Nascido sob a religião católica, mas educado num país protestante, os atos de intolerância que por isso teve de suportar, no tocante a essa circunstância, cedo o levaram a conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou em silêncio durante longos anos com o intuito de alcançar a unificação das crenças. Faltava-lhe, porém, o elemento indispensável à solução desse grande problema.

O Espiritismo veio, a seu tempo, imprimir-lhe especial direção aos trabalhos.

Concluídos seus estudos, voltou para a França. Conhecendo a fundo a língua alemã, traduzia para a Alemanha diferentes obras de educação e de moral e, o que é muito característico, as obras de Fénelon, que o tinham seduzido de modo particular.

Era membro de várias sociedades sábias, entre outras, da Academia Real de Arras, que, em o concurso de 1831, lhe premiou uma notável memória sobre a seguinte questão: Qual o sistema de estudos mais de harmonia com as necessidades da época?

De 1835 a 1840, fundou, em sua casa, à rua de Sèvres, cursos gratuitos de Química, Física, Anatomia comparada, Astronomia, etc., empresa digna de encômios em todos os tempos, mas, sobretudo, numa época em que só um número muito reduzido de inteligências ousava enveredar por esse caminho.

Preocupado sempre com o tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou, ao mesmo tempo, um método engenhoso de ensinar a contar e um quadro mnemônico da História de França, tendo por objetivo fixar na memória as datas dos acontecimentos de maior relevo e as descobertas que iluminaram cada reinado.

Entre as suas numerosas obras de educação, citaremos as seguintes: Plano proposto para melhoramento da Instrução pública (1828); Curso prático e teórico de Aritmética, segundo o método Pestalozzi, para uso dos professores e das mães de família (1824); Gramática francesa clássica (1831); Manual dos exames para os títulos de capacidade; Soluções racionais das questões e problemas de Aritmética e de Geometria (1846); Catecismo gramatical da língua francesa (1848); Programa dos cursos usuais de Química, Física, Astronomia, Fisiologia, que ele professava no Liceu Polimático; Ditados normais dos exames da Municipalidade e da Sorbona, seguidos de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito apreciada na época do seu aparecimento e da qual ainda recentemente eram tiradas novas edições.

Antes que o Espiritismo lhe popularizasse o pseudônimo de Allan Kardec, já ele se ilustrara, como se vê, por meio de trabalhos de natureza muito diferente, porém tendo todos, como objetivo, esclarecer as massas e prendê-las melhor às respectivas famílias e países.

Pelo ano de 1855, posta em foco a questão das manifestações dos Espíritos, Allan Kardec se entregou a observações perseverantes sobre esse fenômeno, cogitando principalmente de lhe deduzir as conseqüências filosóficas. Entreviu, desde logo, o princípio de novas leis naturais: as que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível. Reconheceu, na ação deste último, uma das forças da Natureza, cujo conhecimento haveria de lançar luz sobre uma imensidade de problemas tidos por insolúveis, e lhe compreendeu o alcance, do ponto de vista religioso.

Suas obras principais sobre esta matéria são: O Livro dos Espíritos, referente à parte filosófica, e cuja primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857; O Livro dos Médiuns, relativo à parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho segundo o Espiritismo, concernente à parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou A justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); A Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, periódico mensal começado a 1º de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade espírita regularmente constituída, sob a denominação de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo fim exclusivo era o estudo de quanto possa contribuir para o progresso da nova ciência. Allan Kardec se defendeu, com inteiro fundamento, de coisa alguma haver escrito debaixo da influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas. Homem de caráter frio e calmo, observou os fatos e de suas observações deduziu as leis que os regem. Foi o primeiro a apresentar a teoria relativa a tais fatos e a formar com eles um corpo de doutrina, metódico e regular.

Demonstrando que os fatos erroneamente qualificados de sobrenaturais se acham submetidos a leis, ele os incluiu na ordem dos fenômenos da Natureza, destruindo assim o último refúgio do maravilhoso e um dos elementos da superstição.

Durante os primeiros anos em que se tratou de fenômenos espíritas, estes constituíram antes objeto de curiosidade, do que de meditações sérias. O Livro dos Espíritos fez que o assunto fosse considerado sob aspecto muito diverso. Abandonaram-se as mesas girantes, que tinham sido apenas um prelúdio, e começou-se a atentar na doutrina, que abrange todas as questões de interesse para a Humanidade.

Data do aparecimento de O Livro dos Espíritos a fundação de Espiritismo que, até então, só contara com elementos esparsos, sem coordenação, e cujo alcance nem toda gente pudera apreender. A partir daquele momento, a doutrina prendeu a atenção de homens sérios e tomou rápido desenvolvimento. Em poucos anos, aquelas idéias conquistaram numerosos aderentes em todas as camadas sociais e em todos os países. Esse êxito sem precedentes decorreu sem dúvida da simpatia que tais idéias despertaram, mas também é devido, em grande parte, à clareza com que foram expostas e que é um dos característicos dos escritos de Allan Kardec.

Evitando as fórmulas abstratas da Metafísica, ele soube fazer que todos o lessem sem fadiga, condição essencial à vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos controversos, sua argumentação, de cerrada lógica, poucas ensanchas oferece à refutação e predispõe à convicção. As provas materiais que o Espiritismo apresenta da existência da alma e da vida futura tendem a destruir as idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos dessa doutrina e que deriva do precedente é o da pluralidade das existências, já entrevisto por uma multidão de filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, por João Reynaud, Carlos Fourier, Eugênio Sue e outros. Conservara-se, todavia, em estado de hipótese e de sistema, enquanto o Espiritismo lhe demonstrara a realidade e prova que nesse princípio reside um dos atributos essenciais da Humanidade. Dele promana a explicação de todas as aparentes anomalias da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais, facultando ao homem saber donde vem, para onde vai, para que fim se acha na Terra e por que aí sofre.

As idéias inatas se explicam pelos conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores; a marcha dos povos e da Humanidade, pela ação dos homens dos tempos idos e que revivem, depois de terem progredido; as simpatias e antipatias, pela natureza das relações anteriores. Essas relações, que religam a grande família humana de todas as épocas, dão por base, aos grandes princípios de fraternidade, de igualdade, de liberdade e de solidariedade universal, as próprias leis da Natureza e não mais uma simples teoria.

Em vez do postulado: Fora da Igreja não há salvação, que alimenta a separação e a animosidade entre as diferentes seitas religiosas e que há feito correr tanto sangue, o Espiritismo tem como divisa: Fora da Caridade não há salvação, isto é, a igualdade entre os homens perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

Em vez da fé cega, que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inabalável, senão a que pode encarar face a face a razão, em todas as épocas da Humanidade. A fé, uma base se faz necessária e essa base é a inteligência perfeita daquilo em que se tem de crer. Para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é para este século. É precisamente ao dogma da fé cega que se deve o ser hoje tão grande o número de incrédulos, porque ela quer impor-se e exige a abolição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre-arbítrio.

Trabalhador infatigável, sempre o primeiro a tomar da obra e o último a deixá-la, Allan Kardec sucumbiu, a 31 de março de 1869, quando se preparava para uma mudança de local, imposta pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. Diversas obras que ele estava quase a terminar, ou que aguardavam oportunidade para vir a lume, demonstrarão um dia, ainda mais, a extensão e o poder das suas concepções.

Morreu conforme viveu: trabalhando. Sofria, desde longos anos, de uma enfermidade do coração, que só podia ser combatida por meio do repouso intelectual e pequena atividade material. Consagrado, porém, todo inteiro à sua obra, recusava-se a tudo o que pudesse absorver um só que fosse de seus instantes, à custa das suas ocupações prediletas. Deu-se com ele o que se dá com todas as almas de forte têmpera: a lâmina gastou a bainha.

O corpo se lhe entorpecia e se recusava aos serviços que o Espírito lhe reclamava, enquanto este último, cada vez mais vivo, mais enérgico, mais fecundo, ia sempre alargando o círculo de sua atividade.

Nessa luta desigual não podia a matéria resistir eternamente. Acabou sendo vencida: rompeu-se o aneurisma e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem houve de menos na Terra; mas, um grande nome tomava lugar entre os que ilustraram este século; um grande Espírito fora retemperar-se no Infinito, onde todos os que ele consolara e esclarecera lhe aguardavam impacientemente a volta!

A morte, dizia, faz pouco tempo, redobra os seus golpes nas fileiras ilustres!... A quem virá ela agora libertar?

Ele foi, como tantos outros, recobrar-se no Espaço, procurar elementos novos para restaurar o seu organismo gasto por um vida de incessantes labores. Partiu com os que serão os fanais da nova geração, para voltar em breve com eles a continuar e acabar a obra deixada em dedicadas mãos.

O homem já aqui não está; a alma, porém, permanecerá entre nós. Será um protetor seguro, uma luz a mais, um trabalhador incansável que as falanges do Espaço conquistaram. Como na Terra, sem ferir a quem quer que seja, ele fará que cada um lhe ouça os conselhos oportunos; abrandará o zelo prematuro dos ardorosos, amparará os sinceros e os desinteressados e estimulará os mornos. Vê agora e sabe tudo o que ainda há pouco previa! Já não está sujeito às incertezas, nem aos desfalecimentos e nos fará partilhar da sua convicção, fazendo-nos tocar com o dedo a meta, apontando-nos o caminho, naquela linguagem clara, precisa, que o tornou aureolado nos anais literários.

Já não existe o homem, repetimo-lo. Entretanto, Allan Kardec é imortal e a sua memória, seus trabalhos, seu Espírito estarão sempre com os que empunharem forte e vigorosamente o estandarte que ele soube sempre fazer respeitado.

Uma individualidade pujante constituiu a obra. Era o guia e o fanal de todos. Na Terra, a obra subsistirá o obreiro. Os crentes não se congregarão em torno de Allan Kardec; congregar-se-ão em torno do Espiritismo, tal como ele o estruturou e, com os seus conselhos, sua influência, avançaremos, a passos firmes, para as fases ditosas prometidas à Humanidade regenerada.

Extraída de Obras Póstumas

TVCEI


12/11/2008

Modificar

Não podes modificar o mundo na medida dos próprios anseios, mas podes mudar a ti próprio.

Aprende a ganhar simpatia, sabendo perder,ouvindo sempre mais e falando um tanto menos, conseguirás numerosos recursos que te favorecem a própria renovação.

Não reclames.
Restaura.

Nem grites.
Auxilia.

Asserena-te e serve.

Crê, trabalha e confia.

Não acuses ninguém.
A Justiça vê tudo.

Provações aparecem?
Silencia e trabalha.

Carência de recursos?
Deus nos supre de forças.

Plantando a felicidade dos outros, encontraremos a nossa própria felicidade.

Procuremos a vida, descerrando nosso coração ao trabalho incessante do Bem Infinito... Porque, na realidade, só aquele que aprende e ama, renovando-se incessantemente, consegue superar os níveis inferiores da treva, subindo, vitorioso, ao encontro da Vida Verdadeira com a eterna libertação.- Livro: Caminho Iluminado - Francisco Cândido Xavier

10/11/2008

Avise a você

AVISE A VOCÊ

Aprenda a admoestar-se, antes que a vida admoeste a você.
Se o seu problema é alimentar-se excessivamente, exponha na mesa esta legenda escrita, diante dos olhos:-
Devo moderar meu apetite.

Se a sua luta decorre da preguiça, dependure este dístico à frente do próprio leito para a reflexão cada manhã:-
Devo trabalhar honestamente.

Se a sua intranqüilidade surge da irritação sistemática, coloque este aviso em evidência no lar para observação incessante:-
Devo governar minhas emoções.

Se o seu impedimento irrompe de vícios arraigados, carregue consigo um cartão com esta lembrança breve:-
Devo renovar-me.

Se o seu caso difícil é a inquietação sexual, traga no pensamento este aviso constante:-
Devo controlar meus impulsos.

Se o seu ponto frágil está na palavra irrefletida, espalhe este memorando em torno de seus passos:-
Devo falar caridosamente.

Não acredite em liberdade incondicional.
Todo direito está subordinado a determinado dever.
Ninguém abusa sem conseqüências.
Repare os sistemas penalógicos da vida funcionando espontaneamente.
Enfermidades compartilham excessos...
Obsessões cavalgam desequilíbrios...Cárceres segregam a delinqüência...
Reencarnações expiatórias acompanham desatinos...
Corrijamos a nós mesmos, antes que o mundo nos corrija.
Todos sabemos proclamar os méritos do pensamento positivo, entretanto, não há pensamento positivo para o bem sem pensamento reto.
O tempo é aquele orientador incansável que ensina a cada um de nós, hoje, amanhã e sempre que ninguém pode realmente brincar de viver.

pelo Espírito André Luiz - do Livro Ideal Espírita - Psicografia Francisco C. Xavier - Espíritos Diversos

07/11/2008

Evangelho no lar

O Culto do Evangelho no Lar é o estudo do Evangelho de Jesus em reunião familiar.

Traz diversos benefícios às pessoas que o praticam, pois permite ampla compreensão dos ensinamentos de Jesus.
Quando o Culto do Evangelho no Lar é praticado fielmente à data e ao horário semanal estabelecidos, atrai-se para o convívio doméstico os Espíritos Superiores, que orientam e amparam, estimulam e protegem a todos.
A presença de Espíritos iluminados no lar afasta aqueles de índole inferior, que desejam a desunião e a discórdia.
O ambiente torna-se posto avançado da Luz, onde almas dedicadas ao Bem estarão sempre presentes, quer encarnadas, quer desencarnadas.
As pessoas habituadas à oração, ao estudo e à vivência cristã, tornam-se mais sensíveis e às inspirações dos Bons Espíritos.

COMO É REALIZADO?
01) Escolher pelo menos um dia da semana e horário para reunião com a família – a pontualidade e a assiduidade são importantes.
02) Escolher um aposento silencioso e agradável da casa, de preferência a sala de jantar, e que esteja com os aparelhos eletro-eletrônicos desligados.
03) Colocar uma jarra ou qualquer outro recipiente com água sobre a mesa, para fluidificação. Também podem ser utilizados copos em número correspondente aos integrantes da reunião.
04) Realizar uma prece de abertura da reunião. Pode ser uma prece pronta ou uma prece espontânea, o importante é o sentimento da fé e a confiança na Proteção Divina.
05) Fazer a leitura de um trecho de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e/ou de uma mensagem de outra obra básica ou complementar da Doutrina Espírita.
06) Podem ser feitos comentários sobre os temas lidos (sem críticas ou julgamentos às outras pessoas da reunião)
07) Realizar uma prece de encerramento, agradecendo as lições recebidas e rogando a Jesus paz, harmonia, saúde e proteção para os membros da reunião, bem como os parentes, amigos etc. Desejando, rogar também pelos doentes, desamparados e infelizes da Terra.
Por último, pedir a bênção Divina para os familiares desencarnados, sem temor. A lembrança da prece alegra e pacifica os que partiram.
08) Servir a água fluidificada aos presentes.

IMPORTANTE:
É desaconselhável qualquer manifestação mediúnica durante a reunião. A sua finalidade básica é o estudo do Evangelho de Jesus, para o aprendizado Cristão. Os casos de mediunidade indisciplinada devem ser encaminhados a uma sociedade espírita idônea.O Culto do Evangelho no Lar não deve ser suspenso em virtude de festas ou visitas.

“O culto do Evangelho em casa - pelo menos uma vez por semana - ser-vos-á uma fonte de alegrias e bênçãos.

Amando sempre

Aproveita o dia e faze o melhor, amando sempre.

Plasma a obra que vieste realizar entre os homens, enquanto o apoio do tempo te favorece.
Suporta com paciência as vicissitudes da estrada e aceita, nas circunstâncias difíceis, a justiça da vida que volta a pedir-te contas.


Na tarefa mas obscura, opões o selo da bondade e, na conversação mais simples, modela a palavra liminosa do entendimento.

Abraça em cada pessoa que te cruze o caminho, alguém que te leve mais longe a mensagem de auxilio e, em cada página, por mais pequenina, que te registre o pensamento, grava o amor puro que te verte do ser.

Observa o relógio impassível.

Minuto marcado é valor que não torna.

Terás, sim, outros minutos, mas em novo dia, toda criatura terrestre, embora não perceba, vive a despedir-se do mundo, pouco a pouco, despachando, cada dia, com os próprios atos, a bagagem que encontrará na estação de destino.

Use desse modo, as forças que Deus te empresta, na construção do bem, porque, amanhã, quando a morte chegar, compreenderás, por fim, que tudo quanto fizeste aos outros a ti mesmo fizeste.


Meimei
In: 'Ideal Espírita'- Francisco Cândido

30/10/2008

Males pequeninos

MALES PEQUENINOS

Guardemos cuidado para com a importância dos males aparentemente pequeninos.

Não é o aguaceiro que arrasa a árvore benemérita. É a praga quase imperceptível que se lhe oculta no cerne.

Não é a selvageria da mata que dificulta mais intensamente o avanço do pioneiro. É a pedra no calçado ou o calo no pé.

Não é a cerração que desorienta o viajor, antes as veredas que se bifurcam.É a falta da bússola.

Não é a mordedura do réptil que extermina a existência de um homem.É a diminuta dose de veneno que ele segrega.Assim, na vida comum.

Na maioria das circunstâncias não são as grandes provações que aniquilam a criatura e sim os males supostamente pequeninos, dos quais, muita vez, ela própria escarnece, a se expressarem por ódio, angústia, medo e cólera, que se lhe instalam, sorrateiramente, por dentro do coração.

Médium: Francisco Cândido Xavier. Do livro: Coragem. Ditado pelo Albino Teixeira. Editora CEC

22/09/2008

Esforço pessoal

ESFORÇO PESSOAL

As grandes conquistas da Humanidade têm começo no esforço pessoal de cada um.

Disciplinando-se e vencendo-se a si mesmo, o homem consegue agigantar-se, logrando resultados expressivos e valiosos.
Estas realizações, no entanto, têm início nele próprio.

E possível que não consigas descobrir novas terras, a fim de te tornares célebre. Todavia, poderás desvelar-te interiormente para o bem, fazendo-te elemento precioso no contexto social onde vives.

Certamente, não lograrás solucionar o problema da fome na Terra. Não obstante, poderás atender a algum esfaimado que defrontes, auxiliando a diminuir o problema geral.

Não terás como evitar os fenômenos sísmicos desastrosos que, periodicamente, abalam o planeta. Assim mesmo, dispões de recursos para que a onda de acidentes morais não dizime vidas preciosas ao teu lado.

De fato, não terás como impedir as enfermidades que ceifam as multidões que lhes tombam, inermes, ao contágio avassalador. Apesar disso, tens condições de oferecer as terapias preventivas do otimismo, da coragem e da esperança.

Diante das ameaças de guerra, das lutas e do terrorismo existentes que matam e mutilam milhões de homens, te sentes sem recursos para fazê-los cessar, mudando-lhes o rumo para a paz. Entretanto, a tua conduta pacífica e os teus esforços de amor serão instrumentos para gerar alegria e tranqüilidade onde estejas e entre aqueles com os quais compartes as tuas horas.

A violência urbana e a criminalidade reinantes não serão detidas ao preço dos teus mais sinceros desejos e tentativas honestas. Sem embargo, a tarefa de educação que desempenhes, modesta que seja, influenciará alguém em desalinho, evitando-lhe a queda no abismo da agressividade.

As sucessivas ondas de alienação mental e suicídios, que aparvalham a sociedade, não cessarão de imediato sob a ação da tua vontade. Muito embora, a tua paciência e bondade, a tua palavra de fé e de luz, conseguirão apaziguar aquele que as receba. Oferecendo-lhe reajuste e renovação.

Naturalmente, o teu empenho máximo não alterará o rumo das Leis de gravitação universal. Mas, se o desejares, contribuirás para o teu e o equilíbrio do teu próximo, em torno do Sol de Primeira Grandeza que é Jesus.

Os problemas globais merecem respeito. Mas, os individuais, que se somam, produzindo volume, são factíveis de solução.

A inundação resulta da gota de água.

A avalanche se dá ante o deslocamento de pequenas partículas que se desarticulam.

A epidemia surge num vírus que venceu a imunização orgânica.

Desta forma, faze a tua parte, mínima que seja, e o mundo melhorar-se-á.

A sociedade, qual ocorre com o indivíduo. É o resultado de si mesma.

Reajustando-se o homem, melhora-se a comunidade.

E, partindo do teu empenho pessoal, para ser mais feliz, ampliando a área de bem-estar para outros, o mundo se fará mais ditoso e o mal baterá em retirada.


Joanna de Ângelis.
Livro: Momentos de Coragem - Divaldo Pereira Franco

07/09/2008

Comparação

COMPARAÇÃO

... Quando tiveres de perguntar porque teria Deus criado as sombras da noite, pensa nos milhões de estrelas que as trevas te descortinaram...


Quando tiveres de arrancar algum ESPINHO que o contato da terra te haverá imposto à epiderme da alma, reflete nas colheitas incessantes das flores de alegria que a vida te oferta.

Quando tiveres de arredar alguma PEDRA da estrada a percorrer, detém-te a contar os quilômetros de caminho seguro em que transitas.

Quando tiveres de sanar algum momento de TRISTEZA, medita nas horas de contentamento e esperança que te alimentam os dias.

Quando tiveres de perguntar porque teria DEUS criado as sombras da noite, pensa nos milhões de estrelas que as trevas te descortinam.

Quando tiveres de atravessar alguma DIFICULDADE no mundo, soma as bênçãos que já possuís e sentirás o coração mergulhado no oceano sem fim da bondade de Deus.


Do livro: “Amizade”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Meimei

06/09/2008

A resposta de Deus

A resposta de Deus
É como mergulhar em um mar de águas geladas.
Por toda parte o frio, o abandono.
Ninguém à vista, nada de sorrisos calorosos, mãos amigas, solidariedade.
É assim quando o mundo nos vira as costas, os amigos fogem, e nada parece dar certo.
Nesses momentos temos vontade de perguntar: Onde estão as pessoas gentis, os bons sentimentos? Onde se escondeu o amor, que todos louvamos?
Nos escaninhos da alma então cresce um sentimento infeliz: O de que não somos dignos de ser amados. E queremos tanto ser amados!
Queremos alegrias, carícias, gentilezas e sorrisos. Se isso nos falta, resta uma sombra cinzenta, um coração partido.
E é assim que da garganta parte um pedido de socorro, um grito que corta os céus e chega a Deus. E que diz, entre soluços: Meu Pai, será que podes me ouvir? Estás aí? Deixa-me sentir Tua mão por um só instante.
E se a alma está atenta, o coração aberto, a luz abre caminho entre as sombras.
É como o sol surgindo após a chuva, seus raios dissipando nuvens pesadas, seu calor se espalhando pela Terra.
É a resposta de Deus. Sua voz soa nos nossos ouvidos, sussurrando: Sim, Meu filho, estou aqui. Confia, espera, supera, aguarda. Estou aqui. S
omente essa voz divina tem o poder de restaurar nossa alma, de tornar cálida a água gelada que nos cerca.
Deus é alegria. Estar unido a Ele é alcançar o permanente contentamento, Sua voz ecoando no coração, consolando, explicando. É como música feliz que leva para longe as mágoas, restaura a paz e devolve o sorriso.
Por isso, nas horas árduas, quando a solidão se instalar e as lágrimas chegarem, apenas silencie a voz na garganta.
Deixe apenas a alma falar. E em vez de queixas, permita que a voz secreta busque Aquele que criou todas as coisas. Dirija ao Pai Divino uma oração de reconhecimento e amor. Algo mais ou menos assim:
Na caminhada dos dias, nos caminhos do Mundo, na humildade de minha alma, eis-me aqui, meu Amigo, meu Amado.
Faz da minha vida o que for melhor para mim. Mesmo que meus pés sangrem, mesmo que meus lábios só emitam gemidos, confio em Ti.
Ouvir Tua voz na natureza é como recordar uma canção de infância. Violões em notas claras traduzindo brisas e risadas de criança.
À Tua sombra existe serenidade e paz.
A paz que sempre busquei.
És minha água, meu sol, o ar mais puro.
Por isso meu único pedido é que me deixes apenas Te amar.
* * *
Deus está em toda parte, e, obviamente, em ti e contigo também.
Procura encontrá-Lo, não somente nas ocorrências ditosas, senão em todos os fatos e lugares.
Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros também O encontrem.

Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais do cap. 33 do livro Episódios diários, do EspíritoJoanna de Angelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Em 03.09.2008.

28/08/2008

Ser Espírita é ser clemente, é ter a alma de crentesempre voltada pro Bem.
É ensinar ao que erra,e entre os atrasos da Terra, não fazer mal a ninguém.
É sempre ter por divisatudo o que é nobre e suavizao pranto, a dor, a aflição.
E fazendo a caridade,evitar a orfandade,o abismo da perdição.
Em Deus, é ter sempre crençaprofunda, sincera, imensa,consubstanciada na fé.
É guardar bem na memóriaos bons conselhos e a glóriade Jesus de Nazaré.
É perdoar a injúria,é suavizar a penúriade quem já não tem um pão.
É se tornar complacentepara o inimigo insolente,tendo por lema: o perdão.S
er espírita é ser clemente,é ter alma de crentesempre voltada pro Bem.
E entre os atrasos da Terra,não falar mal de ninguém.

(Eurípedes Barsanulpho - 18/1/1914)

24/08/2008

Diz você...

Diz você que a palavra do companheiro é agressiva demais; no entanto, se você pensar nas frases contundentes que lhe saem da boca, nem de leve pensará sobre o assunto.

Diz você que o amigo praticou erro grave; contudo, se você pensar nos delitos maiores que deixou de cometer, simplesmente por fugir-lhe a oportunidade, não encontrará motivo de acusação. Diz você haver sofrido pesada ofensa; entretanto, se você pensar quantas vezes tem ferido os outros, olvidará, incontinenti, as falhas alheias.

Diz você que não suporta mais os trabalhos com que os familiares lhe tributam as horas, mas, se você pensar nos incômodos que a sua existência tem exigido de todos eles, não terá gosto de reclamar.

Diz você que os seus sacrifícios são muito grandes, em favor do próximo; no entanto, se você pensar nas vidas que morrem diariamente, para que você tenha a mesa farta, decerto não falará mais nisso.

Diz você que as suas necessidades são invencíveis; contudo, se você pensar nas privações daqueles que seriam infinitamente felizes com as sobras de sua casa, não tropeçaria na queixa.

Diz você que não pode ajudar na beneficência, em razão de velha enxaqueca; contudo, se você pensar naqueles que jazem no leito dos hospitais, implorando um momento de alívio, não adiará seu concurso.

Diz você que não dispõe de tempo para o cultivo da caridade, mas, se você pensar nos mil e quatrocentos e quarenta minutos que você possui, cada dia, para viver na Terra, não se esconderá em semelhante desculpa.

Em todo assunto de falta e perdão, não nos demoremos visando os outros.
Pensemos em nós próprios e preferiremos fazer silêncio, extinguindo o mal.


pelo Espírito André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier - do Livro: "O Espírito da Verdade".

17/08/2008

Faça como o cavalo...

Faça Como o Cavalo

Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.
Um dia, seu capataz lhe deu a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado.
O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá.
O fazendeiro foi, rapidamente, até o local do acidente, avaliou a situação, certificando-se que o animal não havia se machucado.
Mas, pela dificuldade e alto custo para retirá-lo do fundo do poço, achou que não valia a pena investir na operação de resgate.
Tomou, então, a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo.E assim foi feito.
Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a jogar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.
Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo do poço, possibilitando ao cavalo ir subindo.
Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, pelo contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente, conseguiu sair!

Se você estiver "lá embaixo", sentindo-se pouco valorizado, quando, certos de seu "desaparecimento", os outros jogarem sobre você a terra da incompreensão, da falta de oportunidade e de apoio, lembre-se do cavalo desta história.
Faça como o Cavalo!
Não aceite a terra que jogaram sobre você, sacuda-a e suba sobre ela.
E saiba que, quanto mais jogarem, mais você vai subir, subir e subir....
Nunca perca de vista a saída que você deseja alcançar e esforce-se para não se deixar vencer pelos tropeços do caminho.

Existir é muito fácil !Saber viver é uma arte !

13/08/2008

Senhas Cristãs

SENHAS CRISTÃS
Estudo e trabalho.
Serviço orientado, rendimento maior.

Vigilância e oração.
Sombra e luz podem surgir em qualquer circunstância.

Boa vontade e discernimento.
O equilíbrio moral é filho do sentimento aliado à razão.

Esperança e alegria.
Do bem puro verte a perfeita felicidade.

Entendimento e perdão.
A fraternidade compreende e socorre.

Palavra e exemplo.
Não há virtude sem harmonia.

Auxílio e silêncio.
A caridade foge ao ruído.

Brandura e firmeza.
Há momento para o “sim” e há momento para o “não”.

Humanidade e perseverança.
Sem obediência ao próprio dever não há caminho para a ascensão.

pelo Espírito André Luiz - do Livro: Ideal Espírita - Psicografia Francisco C. Xavier - Espíritos Diversos

29/07/2008

Política divina


POLÍTICA DIVINA

Eu porém, entre vós, sou como aquele que serve - Jesus (lUcas, 22:27)


O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política administrativa do mundo para cumprir o monistério que lhe é cometido.

O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor, representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.

Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.

Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.

Amou profundamente os sememlhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua grandeza celestial.] Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?

Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.

Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.

Ama o próximo como a ti mesmo.

Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.

Faze o bem aos que te fazem mal.

Abençoa os que te perseguem e caluniam.

Ora pela paz dos que te ferem.

Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.

Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos afortunados e mais pobres do caminho.

Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.

Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.

Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.

Levanta os caídos.

Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.

Combate a ignorância,a cendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de crítica e sem gritos de condenação.

Ama, compreende e perdoa sempre.

Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mõas à obra?

Lembra-te, meu amkigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no´Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino Divin, dentro de nós mesmos.


Vinha de Luz - Francisco Cândido Xavier - Pelo Esp.Emmanuel - pags.137/138/139







19/07/2008

Como sofres

"Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte" Pedro (IPedro, 4:16)

Não basta sofrer simplesmente apara ascender à glória espiritual.Indispensável é saber sofrer, extraindo as bençãos de luz que a dor oferece ao coração sequioso de paz.
Muita gente padece, mas quantas criaturas se complicam, ahgustiadamente, por não saberem aproveitar as provas retificadoras e santificantes?
Vemos os que recebem a calúnia, transmitindo-a aos vizinhos; os que são atormentados por acusações, arrastando companheiros às perturbações que os assaltam; e os que pretendem elmininar enfermidades reparadoras, com a desespéração.
Quantos corações se transformam em poços envenenados de ódio e amargura, porque pequenos sofrimentos lhes invadiram o círculo pessoal? Não são poucos os que batem à porta da desilusão, da descrença, da desconfiança ou da ervolta injustificáveis, em razão de alguns caprichos sesatendidos.
Seria útil sofrer com a volúpia de estender o sofrimento aos outros? não será agravar a dívida o ato de agressão ao credor, somente porque resolveu ele chamar-nos a contas?
Raros homens aprendem a encontrar o proveito das tribulações. A maioria menospreza a oportunidade de edificação e, sobretudo, agrava os próprios débitos, confundindo o próximo e precipitando companheiros em zonas perturbadas do caminho evolutivo.
Todas as criaturas sofrem no cadinho das experiências necessárias, mas bem poucos espíritos sabem padecer como cristãos, glorificando a Deus.


25/06/2008

PAZ...
Procuras a paz?
Obterás semelhantes benção...
Não retendo excessos de recursos amoedados sem utilidade...
Não fugindo às obrigaçõescom as quais te comprometeste...
Não cultivando rebeldia,menosprezando o trabalho que te sustentas...
Não mergulhando os próprios sentimentos em paixões desenfreadas...
Não com a indiferença pelas necessidades e provações dos companheiros da caminhada humana aos quais a própria vida te pede considerar e auxiliar...
A paz virá ao teu encontro,e residirá contigo, sempre que te mantenhas na consciência tranqüila, Sobre os alicerces do teu próprio dever retamente cumprido... *
*Emmanuel/Chico Xavier*

23/06/2008

CADA UM - André Luiz
Cada um dá o que pensa.
Cada um cede o que tem.
Cada um encontra o que procura.
Cada um recolhe o que semeia.
Cada um aprende o que estuda.
Cada um dispõe do que entesoura.
Cada um permanece onde se coloca.
Cada um realiza o que imagina.
Cada um mentaliza o que sente.
Cada um faz o que deseja.
Cada um recebe conforme pede.
Cada um se mostra finalmente por fora como age por dentro.
Cada espírito é um mundo por si.
Cada coração é continente diverso da vida infinita.
Cada propósito é uma força.
Cada anseio é uma oração.
Cada atitude é uma causa.
Cada resolução é um movimento.
Cada existência é um livro original.
Cada gesto é uma semente que produz sempre, segundo a natureza que lhe é própria.

Guardemos, assim, a nossa bússola imantada em Jesus, na grande viagem da evolução, de vez que, de acordo com a Sabedoria Divina, "cada qual receberá do Universo, do mundo e das criaturas, de conformidade com as próprias obras".

12/06/2008

Melhorar

MELHORAR
Melhore sempre suas condições pessoais, pelo trabalho e pelo estudo, a fim de que você melhore a vida, em derredor de você.
Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção.
Amplie quanto puder a sua exportação de gentileza.Fazer "algo mais além do próprio dever", em benefício dos outros, é criar um gerador de simpatia, em nosso auxílio.
Esqueçamos o que não serve para o bem, a fim de que se realize o melhor.
Reclamar é ferir-se.
Se você deseja vencer, aprenda a sorrir, além do cansaço.
O grupo familiar recorda a terra que produz para nós, segundo a nossa própria plantação.
Guarde as suas impressões infelizes para não prejudicar o caminho dos outros.
Esperança vitoriosa é aquela que não deixa de trabalhar.

pelo Espírito André Luiz - Do Livro Respostas da Vida: Psicografia De Francisco Cândido Xavier.

26/04/2008

Se você...

Se você está triste porque perdeu ser amor ...
Lembre-se daquele que não teve um amor para perder.

Se você se decepcionou com alguma coisa ...
Lembre-se daquele cujo, o nascimento foi uma decepção.

Se você está cansado de trabalhar...
Lembre-se daquele que, angustiado perdeu o emprego.

Se você reclama da comida mal feita ...
Lembre-se daquele que morre faminto, sem um pedaço de pão.

Se um sonho seu foi desfeito...
Lembre-se que vive num pesadelo constante.

Se você anda aborrecido...
Lembre-se daquele que espera um sorriso seu.

Se você teve um amor para perder, um trabalho para cansar, um sonho desfeito, uma tristeza para sentir, uma comida para reclamar lembre-se de agradecer a Deus,porque existem muitos que dariam tudo, para estar em seu lugar.

20/04/2008

Ao sol do mar

AO SOL DO AMOR

Brilhando por luz de Deus, ainda mesmo nas regiões em que a escuridade aparentemente domina, o amor regenera e aprimora sempre.

Podem surgir grandes malfeitores abalando a ordem pública, mas, enquanto existirem pais e mães responsáveis e devotados, o lar fulgirá no mundo, cooperando para que se dissolva a lama da delinquência na charrua do suor ou na fonte das lágrimas.
Podem surgir crianças-problemas e jovens transviados de todos os matizes, mas, enquanto existirem professores dignos do nome bendito que carregam, erguer-se-á a escola por santuário da educação.
Podem surgir doentes agoniados em todas as estâncias da vida, mas, enquanto existirem cientistas consagrados ao socorro dos semelhantes, levantar-se-á o hospital, como pouso da Bênção Divina para a redenção dos enfermos.
Podem surgir criminosos de todas as procedências, gerando reações populares pelos delitos em que estejam incursos, mas, enquanto existirem juízes compreensivos e humanos, destacar-se-á o instituto correcional por cidadela do bem, onde as vitimas da sombra retornem de novo à luz.
Podem surgir empreiteiros do ateísmo e do ódio, da intolerância e da guerra, como verdadeiros alienados mentais, mas, enquanto existirem sacerdotes e missionários da fé, com bastante abnegação para ajudar e perdoar, luzirá o templo, nas diversas confissões religiosas do mundo, como autêntica oficina de acrisolamento da alma.
É justificável, portanto, que a afeição não repouse, além da morte.
Para lá da fronteira de cinza, agiganta-se o trabalho para todos os corações acordados ao clarão do amor sem mácula.
Mães esquecidas na legenda do túmulo transformam-se em anjos invisíveis de renúncia, ao pé de filhos desmemoriados e ingratos, para que não resvalem de todo nas tenebrosidades do abismo ; esposas renascidas do nevoeiro carnal apóiam companheiros desorientados no infortúnio, para que se restaurem no tálamo doméstico ; filhos, desligados do corpo físico, tornam, despercebidos, à convivência dos pais, arrebatando-os às tentações do desânimo ou do suicídio, e arautos de idéias renovadoras sustentam-se, em espírito, ao lado daqueles que lhes continuam as obras.
Se te encontras, assim, em tarefas de sacrifício, não recalcitres contra os aguilhões que te acicatam as horas, consciente de que a matemática do destino não nos entrega problemas de que não estejamos necessitados.
Humilha-te e serve, desculpa e edifica, diante dos que se fazem complicados instrumentos de tua dor.
A prova antecipa o resgate, a luta anuncia a vitória e a dificuldade encerra a lição.
E embora se te situem as esperanças no agressivo espinheiro do sofrimento, ama os que te não compreendem e ora pelos que te injuriam, porque a Lei conhece o motivo pelo qual cada um deles te cruza os passos, e erguer-te-á o ânimo, aqui e além da Terra, para que prossigas no apostolado do amor, em perpetuidade sublime.


pelo Espírito Emmanuel - Do livro Religião dos Espíritos. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

15/04/2008

Meditação Espiritual

MEDICAÇÃO ESPIRITUAL
Tristeza e desânimo?Trabalhe reconfortando aqueles que experimentam provações maiores do que as nossas.

Desafios e problemas?Trabalhe e espere.
Indiferença ou desprezo de alguém?Trabalhe e olvide.
Ódio sobre os seus dias?Trabalhe, entendo o bem.
Desarmonia e ignorância?Trabalhe e abençoe.
Reprovação a crítica?Trabalhe melhorando as suas tarefas.
Contratempos e desilusões?Trabalhe e renove-se.
Tentações e quedas?Trabalhe e afaste-se.
Crueldade e violência?Trabalhe e desculpe.
Em todos os obstáculos da existência, procure agir e servir, ore e perdoe sempre.
Conserve a certeza de que a base de toda e qualquer medicação espiritual para saúde e reequilibro será sempre: trabalhar.

Do Livro “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz
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01/04/2008

Talvez hoje

Talvez Hoje

Surgirá quem procure ditar-lhe o que você precisa fazer, entretanto, embora agradecendo as elogiáveis intenções de quem lhe oferece pontos de vista, ouça, antes de tudo, a sua própria consciência quanto ao dever que lhe cabe;

É possível apareça algum coração amigo impondo-lhe quadros de pessimismo e perturbação, relativamente às dificuldades do mundo; compadecendo-se, porém, da criatura que se entrega ao derrotismo e ao desânimo, você observará a renovação para o bem que a Sabedoria Divina promove em toda parte;

É provável que essa ou aquela pessoa queira impor a você idéias de fadiga e doenças; mas conquanto a sua gratidão aos que lhe desejem bem-estar, você prosseguirá trabalhando e servindo ao alcance de suas forças;

Possivelmente, notícias menos agradáveis venham a suscitar-lhe inquietações e traçar-lhe problemas; no entanto, você conservará a própria paz e não se desligará das suas orações e pensamentos de otimismo e esperança;

Talvez hoje tudo pareça contra você, mas você prosseguirá compreendo e agindo, em apoio do bem, guardando a certeza de que Deus está conosco e de que amanhã será outro dia.

(Espírito André Luiz, Livro: Respostas da Vida, cap. 25)

16/03/2008

Tudo passa

"Tudo passa...
Os dias de dificuldades passarão.
Passarão também os dias de amargura e solidão.
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fizeramc horar, um dia passarão.
A saudade do ser querido que está longe, passará.
Guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.
Aproveite cada segundo,cada minuto que, por certo também passarão...“
(Emmanuel)

10/03/2008

Quando...

QUANDO ...
André Luis
Quando compreendermos que vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme são doenças claramente ajustáveis á patologia da mente, requisitando amor e não o revide...
Quando interpretarmos nossos irmãos delinqüentes por enfermos da alma, solicitando segregação para tratamento e reeducação e não censura ou castigo...
Quando observarmos na caridade simples dever...
Quando nos aceitarmos na condição de espíritos em evolução, ainda portadores de múltiplas deficiências e que, por isso mesmo, o erro do próximo poderia ser debitado á conta de nossas próprias fraquezas...
Quando percebermos que os nossos problemas i as nossas dores não são maiores que os de nossos vizinhos...
Quando nos certificarmos de que a fogueira do mal deve ser extinta na fonte permanente do bem...Quando nos capacitarmos de que a prática incessante do serviço aos outros é o dissolvente infalível de todas as nossas mágoas...
Quando nos submetermos à lei do trabalho, dando de nós sem pensar em nós, no que tange a facilidades imediatas...
Quando abraçarmos a tarefa da paz, buscando apagar o incêndio da irritação ou da cólera com a bênção do socorro fraternal e abstendo-nos de usar o querosene da discórdia...
Quando, enfim, nos enlaçarmos, na experiência comum, na posição de filhos de Deus e irmãos autênticos uns dos outros, esquecendo as nossas faltas recíprocas e cooperando na oficina do auxílio mútuo, sem reclamações e sem queixas, a reconhecer que o mais forte é o apoio do mais fraco e que o mais culto é o amparo do companheiro menos culto, então, o egoísmo terá desaparecido da Terra, para que o Reino do Amor se estabeleça. Definitivo, em nossos corações.
Do livro Paz e renovação. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

08/03/2008

Suicidio NAO!!




Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos? Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade. Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.(Questão 943 - Livro dos Espíritos)
Tem o homem o direito de dispor da sua vida? Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.
a) Não é sempre voluntário o suicídio?
O louco que se mata não sabe o que faz.(Questão 944 - Livro dos Espíritos)
Comete suicídio o homem que perece vítima de paixões que ele sabia lhe haviam de apressar o fim, porém a que já não podia resistir, por havê-las o hábito mudado em verdadeiras necessidades físicas? É um suicídio moral. Não percebeis que, nesse caso, o homem é duplamente culpado? Há nele então falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de Deus.
a) Será mais, ou menos, culpado do que o que tira a si mesmo a vida por desespero?
É mais culpado, porque tem tempo de refletir sobre o seu suicídio. Naquele que o faz instantaneamente, há, muitas vezes, uma espécie de desvairamento, que alguma coisa tem da loucura. O outro será muito mais punido, por isso que as penas são proporcionadas sempre à consciência que o culpado tem das faltas que comete.(Questão 952 - Livro dos Espíritos)
Alcançam o fim objetivado aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se-lhes? Muito diverso do que esperam é o resultado que colhem. Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo, pois não é possível que Deus recompense um ato de covardia e o insulto que lhe fazem com o duvidarem da sua providência. Pagarão esse instante de loucura com aflições maiores do que as que pensaram abreviar e não terão, para compensá-las, a satisfação que esperavam. (934 e seguintes.)(Questão 956 - Livro dos Espíritos)
Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?
Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.(Questão 957 - Livro dos Espíritos)
A observação, realmente, mostra que os efeitos do suicídio não são idênticos. Alguns há, porém, comuns a todos os casos de morte violenta e que são a conseqüência da interrupção brusca da vida. Há, primeiro, a persistência mais prolongada e tenaz do laço que une o Espírito ao corpo, por estar quase sempre esse laço na plenitude da sua força no momento em que é partido, ao passo que, no caso de morte natural, ele se enfraquece gradualmente e muitas vezes se desfaz antes que a vida se haja extinguido completamente. As conseqüências deste estado de coisas são o prolongamento da perturbação espiritual, seguindo-se à ilusão em que, durante mais ou menos tempo, o Espírito se conserva de que ainda pertence ao número dos vivos. (155 e 165)A afinidade que permanece entre o Espírito e o corpo produz, nalguns suicidas, uma espécie de repercussão do estado do corpo no Espírito, que, assim, a seu mau grado, sente os efeitos da decomposição, donde lhe resulta uma sensação cheia de angústias e de horror, estado esse que também pode durar pelo tempo que devia durar a vida que sofreu interrupção. Não é geral este efeito; mas, em caso algum, o suicida fica isento das conseqüências da sua falta de coragem e, cedo ou tarde, expia, de um modo ou de outro, a culpa em que incorreu. Assim é que certos Espíritos, que foram muito desgraçados na Terra, disseram ter-se suicidado na existência precedente e submetido voluntariamente a novas provas, para tentarem suportá-las com mais resignação. Em alguns, verifica-se uma espécie de ligação à matéria, de que inutilmente procuram desembaraçar-se, a fim de voarem para mundos melhores, cujo acesso, porém, se lhes conserva interdito. A maior parte deles sofre o pesar de haver feito uma coisa inútil, pois que só decepções encontram.A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de pôr termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas.(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, 1. ed. especial, FEB.)