14/03/2009

Alerta aos Espíritas!!!

Entre os Espíritas há sempre muita preocupação com as doutrinas que atacam o Espiritismo.

Para desfazer equívocos ou defender-se das críticas, os espíritas participam de reuniões ecumênicas. Isso nos surprende, porque o Espiritismo tem propostas que conflitam com os demais credos.

São leis que fazem a espinha dorsal da doutrina espírita.

A reencarnação, uma delas, única justificativa para as desigualdades do mundo, se aceitarmos que Deus é todo justiça, amor e caridade, é menosprezada pelas outras seitas cristãs.

A lógica do Espiritismo atrai mais e mais adeptos, a cada dia.

Encontramos hoje nas casas espíritas doutores de todas as áreas e jovens que sempre contestaram as religiões, porque são dogmáticas e agridem a racionabilidade.

Depois de um culto na igreja, ao ouvir uma palestra espírita, a pessoa de bom senso percebe logo a diferença.

Enquanto os primeiros oferecem o céu com facilidade, o Espiritismo cobra do praticante um esforço titânico de melhoramento individual.

Dá-lhe receitas para o sucesso da tarefa e mostra-lhe as conseqüências dessa luta íntima.

É mais justo, porque representa a colheita do que é plantado e não um favorecimento com privilégios de merecimento duvidoso.
Ao chegar no Centro Espírita, o novo praticante, pela lógica, conclui que o Espiritismo detém a perfeição.
Procura adaptar-se e participar das atividades da casa para poder, na prática, chegar à almejada evolução.

Nesse momento, esbarra no nosso comportamento de espíritas com anos de casa, fincados nos velhos hábitos, sem que o Espiritismo possa modificar-nos. Da teoria que conhecemos, pouco praticamos.

Allan Kardec advertiu que, por sua natureza, o homem quer ligar seu nome às obras e que no Espiritismo nada seria diferente.

E o que vemos nos nossos agrupamentos é exatamente isso.

Pessoas vaidosas, desgastadas pela luta de cargos, pelas honras, pelos títulos, pelas palmas e todo tipo de evidência, sem perceber que afrontam a doutrina e são mau exemplo.

Especialmente para os recém-chegados, que têm uma visão do espírita como homem de virtude, com destaque para a humildade. Diante desse comportamento, desiludem-se.

O alerta que fazemos aos noviços, apesar de ainda sermos dos que navegam entre a teoria e a prática, é para que não se desencantem com a doutrina com base nos espíritas.

O Espiritismo é divino e os espíritas, humanos.
E estão entre os maiores devedores, corrigindo erros por meio de repetidas provas e expiações.

Mas, apesar dos obstáculos que lhe criamos, o Espiritismo seguirá sua trajetória.

Na Parte III do seu livro "Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita", A. Wantuil de Freitas declara: "Sejam quais forem as barreiras que os homens lhe oponham o Espiritismo cumprirá sua missão de transformação do mundo: com os homens, sem os homens ou apesar dos homens".
Não aconselhamos a que alguém que não se sinta bem num agrupamento ali permaneça em nome da caridade, em auto-agressão.

Se vamos ao Centro preocupados com um certo alguém com quem não simpatizamos, por falha dele ou nossa, devemos tomar alguma providência. Primeiro, verificar o que é possível fazer para harmonizar-nos. Quase sempre temos sucesso.

Mas se for impossível, busquemos outro grupo para colaborar porque os espíritos do bem não trabalham em lugares onde há desarmonia.

O objetivo deste comentário é dizer que se buscamos santos nos agrupamentos espíritas, seguramente ali não os encontraremos.
Jamais confurdir o Espiritismo com o espírita, deixando que as atitudes de dirigentes, oradores, aconselhadores, professores, médiuns e pessoas em geral, interfiram nos propósitos de buscar o conhecimento doutrinário, porque à medida que avançamos no saber espírita, melhor compreenderemos a imperfeição dos companheiros de jornada e também a nossa.

Somos todos espíritos inferiores em luta contra as imperfeições.
Diante do fracasso do confrade, não abandone o Espiritismo, porque o prejuízo será seu.

O outro continuará ouvindo as lições e conseguirá, mais dia menos dia, o almejado progresso.
Se fizer o mesmo, cuidando de melhorar-se antes de tentar consertar o mundo, receberá o Espiritismo tudo o que ele pode nos dar.

Rogue a Jesus que ampare cada um de nós, velhos ou novos de casa, para que colaboremos com esta notável revelação que é a Doutrina dos Espíritos.

Tenha paciência e, com o tempo, verá que valeu a pena.

Revista Internacional de Espiritismo - março 2002Reportagem de Otávio Caúmo Serrano

13/03/2009

Qualidades da Prece


Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. - Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa. Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (S. MATEUS, cap. VI, vv., 5 a 8.)
Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. - Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não vos perdoará os pecados. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 25 e 26.)
Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. - O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.
O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador.
Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 9 a 14.)
Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando orardes, diz ele, não vos ponhais em evidência; antes, orai em secreto. Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas. Antes de orardes, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, visto que a prece não pode ser agradável a Deus, se não parte de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, não as vossas qualidades e, se vos comparardes aos outros, procurai o que há em vós de mau. (Cap. X, n.7 e n.8.)
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo