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26/11/2014

ESPÍRITA OU KARDECISTA?


Espiritismo é uma doutrina filosófica, científica e religiosa. Espiritualismo é a crença em algo além da matéria. Muitas crenças crêem na comunicação com os espíritos (espírito santo, caboclos, etc. ), mas não são espíritas. Podemos concluir que todo espírita é espiritualista (porque crê em algo além da matéria), mas nem todo espiritualista é espírita (porque não segue os ensinamentos trazidos pelos espíritos, através de Allan Kardec) .
AFINAL, NÓS SOMOS ESPÍRITAS OU KARDECISTAS?
Nós espíritas não podemos relutar em responder quando somos inquiridos qual é a nossa religião, e jamais dizer: “EU SOU KARDECISTA.” Devemos responder: “EU SOU ESPÍRITA”. Quando respondemos "SOU KARDECISTA" estamos afirmando que o Espiritismo se divide com várias denominações, o que não é verdade. Muitos dizem, por exemplo: “alto espiritismo, espiritismo de mesa branca, linha Kardecista, Espiritismo do Bem, etc.” Mas Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. As outras religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritialistas.
Eis alguns exemplos de casas espiritualistas: "Centro Espírita Tenda Fraterna", "Centro Espírita de Umbanda Cobra Coral", etc. Tais casas deveriam mudar para "Casa Espiritualista Tenda fraterna"; "Casa Espiritualista de Umbanda Cobra Coral". Mas lembrando sempre que, todas devem ser respeitadas, principalmente quando acreditamos na nossa.
Além de tudo isso, quando dizemos "SOU KARDECISTA", estamos dizendo também que seguimos os ensinamentos de Kardec, quando na verdade seguimos os ensinamentos dos espíritos. Kardec apenas organizou os ensinamentos dos espíritos.
O Espiritismo é uma doutrina sem sacerdotes, sem dogmas, sem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticasqualquer tipo de paramentos ou vestes especiais (as vestes brancas devem ser as que nos cobrem o espírito e o nosso perispírito); não utilizamos sal grosso, plantas, amuletos, etc. (porque o nosso coração é nosso escudo, quando nele mora o amor); não adotamos cálice com vinho ou bebidas alcoólica (os espíritas não devem alimentar o vício do álcool nem do fumo, porque precisamos estar lúcidos para apreciar a beleza da vida); não utilizamos incenso, mirra, velas (porque são coisas materiais e nós usamos a prece para nos sustentar o espírito); não temos altares, imagens, andores, procissões, pagamento pelos trabalhos espirituais, talismãs, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não temos curas espirituais com cortes, orações milagrosas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.
COMPILAÇÃO DE RUDYMARA
Por que no Brasil se confunde Espiritismo com cultos africanistas, com terreiros e coisas assim?
Raul Teixeira responde: Isso se deve ao fato de termos um grande contingente de pessoas que desconhecem o que seja o Espiritismo e que não se interessam, nem desejam saber o que realmente ele é. Muitos espalham informações sobre o Espiritismo de acordo com o que supõem que seja, demonstrando grande dose de leviandade ou de má intenção. Ainda que o Espiritismo e, por sua vez, os espíritas, não tenham nada contra as práticas e crenças africanistas, é importante que cada coisa esteja no seu lugar, facilitando até a busca e o enquadramento das criaturas que estão procurando novas propostas de vida. Somente por meio das leituras sérias e dos estudos metódicos se conseguirá desfazer a confusão que gera tantos mal entendidos entre os espiritualismo. (sic)
(Do livro: Ante o vigor do Espiritismo - J. Raul Teixeira)

28/09/2010

Tens coragem de mudar-te?

No mundo, amiúde te vês assinalado por conflitos variáveis, em função dos padrões de comportamento que adotas para a tua rota humana.

É comum que não costumes desenvolver as reflexões, procurando conhecer-te um pouco melhor.

É comum que copies modelos do mundo, que te entusiasmam por algum tempo, sem que analises as consequências desses modos comportamentais, relativamente à realidade espiritual em que te achas mergulhado.

Parece que não dás importância para o próprio crescimento, para o próprio progresso.

Será que imaginas que os teus equívocos sejam menos equívocos que os dos teus irmãos?

Será que supões que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para ti?

Será que admites que a severidade das leis da consciência atinge somente a consciência dos outros?

Urge que a alma em estágio de progresso na Terra aprenda a superar o disfarçado egoísmo, demandando estradas de inadiável renovação, deixando para trás a infância, para galgar a adultidade espiritual que não deve mais ser procrastinada.

Porventura, tens coragem para te modificares, para melhor?

Se constatas positivamente, é tempo de te confiares aos empreendimentos do bem, onde quer que estejas, esforçando-te para superar os óbices, aplicando-te a converter sombras em claridade, certo de que contas com a feliz assistência dos Prepostos do Cristo, dessa falange de bondosos Guias que derramam sobre a tua vida, por amor a Jesus, as sublimes energias que te capacitarão a seguir adiante, modificando todos os teus hábitos danosos, em qualquer área da tua existência, começando dos que te pareçam mais fáceis de serem derrotados, enquanto conquistas forças novas para alcandorares-te aos topos luminosos da harmonia íntima.


pelo Espírito Camilo - Do site: http://www.raulteixeira.com/mensagens.php?not=240, Médium: J. Raul Teixeira.

19/09/2010

Dias dificeis


Dias Difíceis
Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.
Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.
Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.
Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.
Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.
Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias

Medium Raul Teixeira Espirito Camilo

23/07/2010

A família




Você já parou algum dia para pensar como funciona uma colmeia? Já se deu conta de que nela tudo é ordem, disciplina, preocupação pelo todo?
A colmeia é formada por células de cera, que se contam aos milhares. Em algumas dessas células existem ovos ou larvas de abelha. Outras servem como depósitos de pólen e de mel. Essas são os favos de mel.
Numa colmeia podem existir até 70 mil abelhas, que exercem diferentes funções.
As operárias são as que alimentam as larvas, cuidam da colmeia, trazem comida para todos os habitantes da comunidade.
As operárias começam como faxineiras, limpando as células onde estão os ovos.
Depois produzem a geleia real que serve para alimentar as abelhas mais jovens e a rainha.
Também trabalham como babás alimentando as abelhinhas mais crescidas com pólen e mel.
Com dez dias de vida elas se tornam construtoras. Começam a produzir cera, que lhes permite construir e remendar as células da colmeia.
A rainha tem como tarefa botar ovos, dos quais sairão as operárias, os zangões e as novas rainhas. No verão chega a botar em um só dia mil e quinhentos ovos.
O zangão, desde que nasce, tem por tarefa a procriação com a rainha. Depois morre.
Tudo na colmeia reflete ordem, equilíbrio.
As operárias são também as que saem da colmeia para buscar a matéria prima de que necessitam. Estranhamente, elas nunca se enganam no caminho de volta para casa, para onde retornam com sua preciosa carga.
Embora sua vida seja curta, de cinco semanas apenas, elas não se cansam de trabalhar pelo bem-estar de toda a equipe.
Podemos pensar na família como uma colmeia racional. Cada um tem sua tarefa a cumprir, visando o crescimento da pequena coletividade, como exige o lar.
E todos são importantes no desempenho do grupo doméstico.
É no seio da família, na intimidade do lar, que se vão descobrir operárias incansáveis, trabalhando sem cessar, não se importando consigo mesmas. Em constante processo de doação.
É na família que se aprende a transformar o fel das dificuldades, as amarguras das incompreensões no mel das atenções e do entendimento.
É ali que se exercita a cooperação. Afinal, como a família é uma comunidade, há necessidade de ajuda mútua.
Quando a família enfrenta as dificuldades com união, cresce e supera problemas considerados insolúveis.
Para que a família progrida no todo, cada um deve se conscientizar de sua tarefa e realizá-la com alegria.
É por este motivo que as crianças devem ser incentivadas, desde cedo, a pequenas tarefas no lar.
Retirar os pratos da mesa, lavar a louça, aquecer a mamadeira do menorzinho.
Renúncia a um pequeno lazer para satisfazer o outro. Nem que seja somente a satisfação da companhia ou de um diálogo amistoso.
Se na colmeia familiar reinar o amor, conseguiremos com certeza ter elementos para uma atuação segura, verdadeiramente cristã, junto à família maior, na imensa colmeia do mundo.

A família é abençoada escola de educação moral e espiritual. É oficina santificante onde se burilam caracteres. É laboratório superior em que se refinam ideais.

Redação do Momento Espírita, com base na Revista Minimonstros, ed. Globo, 1964 e no cap. 15, do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 21.07.2010

22/06/2010

Tempo dos filhos




As tendências da atualidade falam de qualidade, quando se discute a questão de educação de filhos e tempo que os pais dedicam a eles.
Em verdade, toda vez que o assunto tempo é tratado, as primeiras frases que brotam ligeiras das bocas das pessoas é: Não tenho tempo. A vida é muito corrida. A profissão me exige muito.
Face a tais posicionamentos, natural que o que se sacrifique seja sempre o tempo com a família.
Afinal, a profissão é importante porque tanto realiza o ser quanto lhe permite angariar os recursos para o conforto e as necessidades. O estudo é importante porque permite o progresso da criatura, tanto quanto é exigido para o aprimoramento técnico.
Dessa forma, resta somente sacrificar o tempo dedicado aos familiares.
Assim, os filhos crescem sem que percebamos. Possivelmente, começaremos a notar que os anos passaram quando o filho chegar em casa com a namorada pela mão para nos apresentá-la.
Como é possível? Ainda ontem usava fraldas e hoje já namora.
Sim, o tempo parece correr. Os anos se somam. O tempo da infância se vai. Os filhos crescem.
Mas, alguns pais dizem que o importante não é o quanto de horas permanecemos ao lado dos filhos, mas a qualidade, isto é, o que fazemos quando estamos com eles.
Face a isso, acreditam que sair no final de semana para um passeio, um almoço familiar, férias em conjunto sejam suficientes para suprir a necessidade que têm os pequenos da presença dos pais.
Mas, o filho precisa sentir-se protegido, amparado. Precisa ter a certeza de que encontrará um ombro amigo, um colo materno, um pai atencioso para ouvi-lo, quando as dificuldades se apresentarem.
Quando ele se sentir humilhado porque apanhou na escola, quando ele se sentir derrotado porque perdeu o jogo de futebol, quando ele se sentir preterido por não ter sido aprovado para atuar na peça teatral.
Ele precisa ter tempo para contar as suas amarguras e ser ouvido. Ele precisa de pai e de mãe que o abracem após as horas intermináveis de estudo às vésperas das provas.
Ele precisa de pai e de mãe que o incentivem a prosseguir, mesmo quando ele esteja indo mal em uma ou outra matéria.
Ele precisa de pais que estudem com ele, sofram com ele, estejam com ele.
Como se vê, o que conta não é somente qualidade do que se faz quando se está com os filhos, mas quantidade também.
Vale meditar sobre tudo isso e iniciar um esforço para estarmos mais perto, por mais tempo, dos nossos pequenos.

Cada criança carrega dentro de si um projeto de luz que nós devemos auxiliar a concretizar.
A criança de agora nos fala da nossa situação amanhã.
Cuidemos dela, estejamos com ela, sabendo lhe dar o espaço para que cresça, saudável e feliz, segura e tranquila, embalada pelas nossas orientações amorosas.
Cada criança é um Espírito imortal em recomeço no mundo. Estejamos com nossos filhos, auxiliando-os a escalar os degraus do progresso.

Redação do Momento Espírita, com pensamentos finais
colhidos no cap. 11, do livro Vereda familiar, pelo Espírito
Thereza de Brito, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

06/03/2010

Cuide-se bem

Você nunca deverá esquecer dos motivos que o trouxeram à nova experiência corporal no tempo presente.

Cada passo que você dê o impelirá a alguma direção, obedecendo a orientação da sua vontade.

Toda palavra que exteriorize, conduzi-lo-á na voz dos ventos, entregando as suas idéias a diversos ouvidos. Busque, então, falar o que ilumine, o que construa para o bem, aquilo que é conveniente às leis sublimes da vida, como propõe o Apóstolo Paulo.

Cada gesto seu conduzirá, pela mensagem luminosa, um retrato do que você é, em recorte dos seus comportamentos. Bom será que esses gestos demonstrem equilíbrio, bom senso, harmonia, para que alcance a felicidade após ser visto e observado por incontáveis criaturas.

Toda escolha que você faça pelos caminhos da sua vida terrena, apresentará aos que o cercam e acompanham o grau da sua maturidade, o nível dos seus ideais, a qualidade de tudo quanto lhe sensibiliza. Será conseqüente que os seus irmãos de jornada passem a conceber imagens suas, caricatas ou não, em função do que você elege para com a sua existência.

Sobre o mundo você será sempre o retrato dos seus gostos, dos seus interesses, das suas ações.

Quando Jesus anunciou que àquele que bater abrir-se-lhe-á, expressava essa realidade pujante da vida... da sua vida, por que não?.

Tudo quanto deseje um dia alcançar, inicie hoje a sementeira, comece agora a construção, uma vez que o tempo é o grande aliado da boa vontade e da perseverança, nas posições em que se acham as almas na Terra.

O que busque na vida, isso mesmo encontrará, hoje ou amanhã, seja nobre ou ignóbil.

O que pedir durante a vida, isso mesmo logrará, cedo ou tarde, seja harmonia, seja aflição.

Onde bater, durante a marcha humana, com certeza abrir-se-lhe-á, mais ou menos rapidamente, sejam portas de luminosidade ou de trevas.

A sua vida, com todo o concerto de realizações íntimas, do cerne d´alma, depende fundamentalmente do que almeja na trilha planetária.

É importante, então, que se mantenha cauteloso, cuidadoso com os tipos de anseios, de desejos, de sonhos que alimente n´alma.

Cuide-se, para que não se surpreenda com dores e desditas, com frustrações e amarguras, em razão do mau uso da sua vontade, do mau direcionamento dos seus íntimos impulsos.

Jesus Cristo tem razão plena: Batei e abrir-se-vos-á. Cuidemos para que saibamos onde e como bater, para que se nos abram as portas da ventura, do progresso e da paz.


Livro: Para Uso Diário
Joannes & J. Raul Teixeira

20/01/2010

D I A S D I F Í C E I S

Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.

Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis
aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os
ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição
moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos
que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te
defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e
que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do
funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de
negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços
exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se
alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente
todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de
tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam
desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma.
Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se
resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa
interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero
interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou
se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres
muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação
automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa,
para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de
atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida
terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à
frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som
desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo
não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom
senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas,
passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que
melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do MESTRE NAZARENO, há distanciados dois
milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreende que a cada dia
basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir
por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante
da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com
tranqüilidade, passando o momento difícil.

Há de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações
indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a
fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e
agradecer a DEUS por poderes afrontar tantos e difíceis desafios,
mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existências, procura não te entregares ao
pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer
sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos
deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás
vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o CRISTO representa, e segue com
entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja
qual for ou como for cada um dos teus dias.

(Mensagem Psicografada em 30.12.2002 - Camilo/Raul Teixeira)

14/12/2009

No Trabalho Profilático

Revista Reformador - Fev/2009
Benedita Fernandes & José Raul Teixeira
Mensagem recebida na na Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira,
no dia 8 de novembro de 2008


O trabalho do Espiritismo dirigido à humanidade deve atender aos esforços da cura da alma, mas não deverá perder o foco quanto às lidas preventivas em nossa seara.

Tem sido comum a chegada de grandes levas de necessitados às instituições espíritas, tangidas por dramas intensos e dores pungentes, aguardando socorro para toda gama de dificuldades que se abatem sobre as suas vidas.

Ergue-se, porém, a urgência de tratar desses magotes de padecentes aproveitando o ensejo para vacinar a todos com as medicações que o Espiritismo oferece, a fim de se evitar a reincidência dolorosa.

Como é importante no seio do nosso Movimento o atendimento aos sofredores e perturbados da erraticidade, para que sejam liberados de tormentos e conflitos!

Será indispensável, contudo, que haja empenho nosso para que as populações sejam instruídas, orientadas para o bem, a tal ponto que não haja, no futuro, necessidade de novos enfermos desencarnados, tendo em vista que o Espiritismo pode prevenir, no íntimo dos seres, a eclosão das infelicidades que os conduzem às reuniões em que os padecentes são atendidos.

Como é indispensável o labor da evangelização da criança quanto do jovem, de modo a termos no porvir do mundo as almas devidamente preparadas, para os embates a serem superados, desde as fases iniciais da reencarnação, o que diminuirá as dores físicas e morais do Planeta!

Com esse mister evangelizador, a criança e o moço de agora lograrão a referida vacinação, considerando-se a condição de carência espiritual em que renasce na Terra a grande massa dos Espíritos.

A profilaxia é importantíssima para que, aos poucos, eliminemos os quadros de dores e de lágrimas de sofrimentos na Terra.

O trabalho da orientação dos mais jovens, desde a atualidade, diminuirá a quantidade de pobres materiais e de desditosos morais, uma vez que, embora o Espiritismo nos inspire o atendimento e o socorro a quem precisa, esclarece-nos, ao mesmo tempo, quanto às razões de haverem chegado à reencarnação com essas carências.

Somente o ensinamento do bem, iniciado no âmago dos lares e fortificado e emoldurado pelo trabalho de verdadeiros bandeirantes do amor fraterno, os evangelizadores, será capaz de dinamizar os planos do Criador para as Suas criaturas terrenas, e será desse modo que o glorioso Espiritismo atenderá, por nosso intermédio, à sua missão de consolador, sem qualquer dúvida, mas, fundamentalmente, expressará a sua marca de Verdade, que deverá acompanhar-nos até os tempos vindouros do Planeta, quando seremos, então, um único rebanho conduzido por um só Pastor, que é o nosso amado Jesus.

Trabalhar, sim, para resolver os enigmáticos dramas do mundo, mas prevenir, também e principalmente, pois que há problemas no orbe que já não precisariam mais ocorrer nesses dias venturosos do Espiritismo implantado entre nós.