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03/04/2012

Desafio de hoje

Seria impossível para um habitante do planeta Terra, nascido no século XVIII, imaginar nosso planeta com tanta gente vivendo nele.

Naquela época, a população crescia lentamente, devido às precárias condições de saúde e limitações da medicina.

Foi somente a partir do século XIX que a população mundial começou a crescer mais intensamente.

No ano 1800, éramos apenas um bilhão de pessoas na Terra. Nessa época, a população começava a crescer tão rapidamente que alguns estudiosos afirmavam que não haveria alimentos para todos.

Alegavam esses pesquisadores que a população cresceria muito mais rápido que a capacidade de gerar alimentos. Assim, não teríamos como alimentar a todos por falta de recursos.

Hoje, neste início do século XXI, somos sete bilhões de seres reencarnados no planeta. E, surpreendentemente, desenvolvemos competência para gerar alimentos para todos.

A evolução tecnológica, as pesquisas científicas, novas técnicas desenvolvidas nos mais variados campos permitiram que a vida florescesse de forma tão pulsante.

São os ganhos na agricultura, na medicina, na saúde pública que nos dão condição de vivermos, todos os sete bilhões de habitantes, em nosso planeta.

E hoje, as maiores dificuldades para viver tantos no mesmo planeta, não são as tecnológicas, como previram alguns.

Hoje, quando mais e mais nos esbarramos, nos encontramos e convivemos em espaços mais ocupados, o maior problema do homem é o próprio homem.

Não dependemos, hoje, para sobreviver, de descobertas ou invenções miraculosas. Essas, graças aos grandes homens da ciência, vêm se fazendo a seu tempo e dando seu contributo.

Dependemos apenas de nós mesmos. Agora que somos tantos, faz-se urgente que aprendamos a conviver, a viver em comunidade, a confraternizar em paz e harmonia.

Nesse dias onde tantos se isolam atrás de muros, onde muitos fogem na solidão de seus lares vazios, nunca foi tão urgente que aprendamos a nos tolerar, a nos entender.

Vivemos tempos onde as pessoas são intolerantes com as pequenas dificuldades do dia a dia.

São capazes de se digladiar por dificuldades no trânsito, de se ofenderem por um desentendimento qualquer, de agredirem-se fisicamente por motivos banais e fúteis.

Jamais aqueles de ontem poderiam imaginar ser a terra capaz de abrigar tanta gente.

Mas talvez não poderiam supor que o maior desafio seria o da convivência, o de aprendermos a nos amar.

* * *

Se já dominamos o mundo com a tecnologia e a ciência, faz-se agora o tempo de conquistarmos nosso mundo íntimo com o amor e a tolerância.

Somente assim, a Terra se fará berço bendito para todos, a fim de que se cumpra o desígnio para cada um de nós, conforme assevera Jesus: Aprender a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Redação do Momento Espírita.
Em 31.03.201

30/03/2012

Se eu tivesse...



Se eu tivesse falado do amor que sentia, se eu tivesse perdoado, aconselhado, se eu tivesse me calado...

Estas são afirmativas que costumam fazer parte dos nossos pensamentos em alguns momentos da vida.

Diante da perda de um ente querido ou no momento em que sabemos estar próxima a nossa partida para a Pátria Espiritual, a sensação de que se poderia ter feito muito mais, é causa de uma das grandes dores do ser humano.

Pensamos que poderíamos ter sido mais cuidadosos nos relacionamentos com os amigos e amores, ter nos doado mais ao próximo, realizado aquele sonho... ou simplesmente poderíamos ter amado mais.

O arrependimento pelo bem que não foi feito é doloroso.

Conveniente seria se vivêssemos a vida sem precisar de um dia empregar essas frases, que demonstram que algo poderia ter sido feito e que agora, não mais nos é possível fazê-lo.

Muitas vezes justificamos o abandono de um objetivo por não termos as condições que julgamos ideais para cumpri-lo.

Dizemos a nós mesmos que não temos o dinheiro ou o tempo suficiente, o poder ou a autoridade, que não temos coragem ou disposição, que somos velhos demais ou jovens demais ou que temos saúde de menos.

Essas afirmativas apenas demonstram o nosso desânimo frente às situações que a vida nos apresenta.

Colocamo-nos facilmente na condição de depender de algo ou de alguém para agir, quando toda ação depende exclusivamente da nossa própria vontade.

* * *

Tenhamos coragem e entusiasmo para fazer o que consideramos correto, para agir de acordo com o que a nossa própria consciência nos orienta e para fazer o que for preciso em defesa dos nossos sonhos.

Obstáculos sempre serão encontrados e dificuldades pessoais todos nós as temos pois fazem parte do estágio evolutivo em que nos encontramos.

Com coragem, paciência e disciplina seremos capazes de vencer as dificuldades.

Quando nos mantemos ligados a Deus, sentindo-O em nosso íntimo, qualquer objetivo que nos propusermos a alcançar não nos parecerá distante e encontraremos a força necessária.

Seja a realização de uma grande obra ou apenas um pedido sincero de perdão a alguém que estimamos, se não tivermos coragem, acabaremos por deixar esquecida a nossa vontade.

Diante da história de nossas vidas, olhemos para trás para perceber o quanto já aprendemos, o quanto já crescemos.

E, no caso de constatar que não fizemos as melhores escolhas ao longo da nossa jornada, que usamos mal a liberdade que Deus nos concedeu para escolher os próprios caminhos, não deixemos o desânimo se instalar.

Sempre há uma boa lição a ser retirada das experiências vividas.

É hora de caminhar com fé e entusiasmo no coração. Hora de fazer renascer a esperança, deixar germinar a coragem e enxergar que somos capazes de realizar esse ou aquele feito.

A coragem nos impulsiona a agir.

Vivamos com a sensação de estar fazendo o melhor que pudermos para que, um dia, quando chegar a nossa hora de partir, não precisemos dizer para nós mesmos: Se eu tivesse...

Fonte: Redação do Momento Espírita.Em 28.03.20