| O professor lutava na escola com um grande problema. Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação. Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e em casa apresentavam péssimo comportamento. Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam superioridade e inteligência. Esqueciam-se dos bons livros. Zombavam dos bons conselhos. O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a merenda costumeira, apresentando-se uma surpresa esquisita. Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates deteriorados e geléias misturadas com fel e pimenta. Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes: - Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a benefício do corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual. Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos, envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim de nunca fugirmos ao correto procedimento. Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada. Os alunos retiraram-se cabisbaixos. E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se para melhor. |
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. |
22/05/2011
O alimento espiritual
17/05/2011
Menino de 03 anos considerado alcolatra
Menino de três anos passa por tratamento contra álcool
Um menino de três anos foi internado em um hospital público da Grã-Bretanha para passar por um tratamento contra o alcoolismo, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira pelo Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS na sigla em inglês). O garoto, considerado o alcoólatra mais jovem da história do país, é um dos 13 menores de 12 anos diagnosticados com problemas ligados ao álcool entre 2008 e 2010 pelo NHS.
Os dados compilados pelo órgão mostram também que mais de 70 adolescentes entre 13 e 16 anos foram hospitalizados em unidades de emergência por abuso de álcool. Outros 106 da mesma idade apresentaram dependência. Segundo um estudo realizado em outubro de 2009, os britânicos são os maiores consumidores de álcool entre os cidadãos dos 27 países da União Europeia (UE).
Quanto mais precoce o uso do álcool, maior o risco de dependência. Não existem doses seguras para o consumo de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. Como o corpo está em desenvolvimento, a substância pode danificar todos os órgãos
(Com Agência France-Presse)
Matéria publicada na Revista Veja, em 15 de março de 2011.
Embora não possamos afirmar categoricamente – porque seria necessário estudar os detalhes –, podemos dizer que este caso, de uma criança que em tão tenra idade manifesta um vício destas proporções, tem indícios suficientes para considerarmos que se trata de um problema adquirido em vidas anteriores. E ainda mais provável: a influência de espíritos obsessores, interessados no corpo do encarnado, através do qual podem experimentar um prazer que de outra maneira não conseguiriam.